Schöder falou sobre formação e democratização da comunicação. Participaram também a secretária geral do Sindijornalistas, Suely de Freitas, a deputada federal Iriny Lopes, o presidente da Câmara de Vereadores de Vitória, Alexandre Passos, a Secretária de Comunicação de Vitória, Ruth Reis, o presidente interino da Central Única dos Trabalhadores(Cut-ES), José Nilton Oliveira, e o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Bruno Toledo Alves.

Foto: deputado estadual Claudio Vereza

Foto: deputada federal Iriny Lopes
O deputado Claudio Vereza fez um resgate da história de fundação do Sindijornalistas, desde 1979, e sua participação nas mais importantes lutas democrática se populares que aconteceram no Estado. Lembrou também o trabalho de todos os jornalistas que presidiram a entidade. O deputado, que é formado em jornalismo pela Ufes, assinou durante a sessão sua ficha de filiação à entidade.
A deputada federal Iriny Lopes (PT) resgatou a participação dos jornalistas na luta pela redemocratização do país. “Sempre que a repressão militar apertava, era para o sindicato dos jornalistas que corríamos e ali decidíamos os próximos passos da resistência ao regime militar”, afirmou. Ela destacou também a atuação da entidade na luta contra a violência que vem sendo travada em nossa sociedade.

Foto: Sueli Freitas
Segundo a secretária geral do Sindijornalistas Sueli de Freitas o sindicato atua de forma a estar no dia-a-dia dos trabalhadores, mas sem deixar de lado as lutas nacionais, sempre em busca de uma sociedade igualitária. A sindicalista também falou da apropriação do discurso do movimento em prol da democratização comunicação pelas grandes empresas como forma de desqualificar o jornalismo e os jornalistas “É preciso levar ao público o que nós defendemos como liberdade de expressão, pois essa é uma das nossas maiores bandeiras de luta. Sabemos que o fim da obrigatoriedade do diploma foi impulsionado pelas grandes empresas de comunicação, que têm como falso argumento a liberdade de expressão. Porém, exercício profissional nada tem a ver com liberdade de expressão, diz.
A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), ocorrida em Brasília entre os dias 14 e 17 de dezembro de 2009, foi o principal evento na área, segundo análise do vice-presidente da Fenaj, Celso Schöder. Ele afirmou que reinava entre os jornalistas do país inteiro um silêncio sobre temas sérios como a concentração e monopólio dos meios de comunicação no Brasil e a Confecom, através das conferências municipais e estaduais, levantou novamente esta temática.
Schörder assinalou como conquistas da Conferência o rompimento da idéia de que regulação e regulamentação da comunicação seja censurada. Nesse aspecto ele ressalta a aprovação da proposta de criação do Conselho Nacional de Comunicação. Quanto à formação, Schröder afirmou que os jornalistas têm grande apoio da sociedade civil na defesa pela obrigatoriedade do diploma. “Isso ficou muito claro com a aprovação da proposta de criação do Conselho Nacional de Jornalistas e da aprovação, por unanimidade, da obrigatoriedade de ter cursado jornalismo para exercer a profissão. Jornalista é aquele que apura a informação, que distingue o que é boato e o que não é. Não podemos depender de boatos, e sim, de informações corretas. Para isso o profissional tem que ter formação”.